quarta-feira, novembro 24

Café Bagdad

No café-restaurante do Museu de Serralves não se pode ler ou estudar naquela fila de mesas que percorre as janelas que o Siza inventou para nos meter no parque. Nas outras já se pode. Naquelas não. É obrigatório conversar ou ficar a olhar lá para fora, fixamente; ou ser a amiga da senhora que vai tomar um cházinho e comer a doçaria com élan cultural, mas que não pára de falar das tvi's do mundo; ou observar as hordas de alunos que, contrariados, conseguiram fugir à Paula Rego e à senhora professora e ali exercitam os polegares em forma de tecla celular de 3ª geração.

Às vezes a leitura safa-se, clandestina. A leitura com sublinhados já será terreno pantanoso. E se eu ler, compreender e memorizar; estarei a estudar? Far-me-ão perguntas sobre o livro para aquilatarem da moldura penal? Em Serralves?

Os funcionários do café-restaurante são muito simpáticos. A regra é que é obnóxia.

3 daguerreótipos:

Blogger Ana said...

E não chamaste o gerente para perguntar qual é a ideia? Ando à procura de um thread do Tomás, no Público, sobre uma proibição parecida na Casa de Chá.

10:58 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

a sério?

7:47 da tarde  
Blogger Paulo said...

Bem, Ana; encontrar um thread no Público é quase tão hilariante como tentar estudar nas mesas das janelas do café-restaurante em Serralves...
;-)

1:44 da manhã  

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